Por Bárbara G. Nunes
Por Joana Pazinatto
Os investimentos em conhecimento geram os melhores dividendos. (Benjamin Franklin)
domingo, 23 de outubro de 2011
comentários sobre o filme Germinal.
Achei o filme comovente, pois nos remete á como começou toda a luta dos trabalhadores para um pouco de justiça. Vemos através dele que não foi fácil chegar a todos os direitos que temos hoje, que foi preciso muita luta, união e força de vontade para enfrentar os patrões, os colegas que se voltavam contra a greve ou as idéias de como buscar os direitos de um trabalho digno e o vilão maior, a fome.
Muito interessante as passagens da vida dos proletariados e a comparação com a vida dos burgueses, que nos faz obviamente tomarmos um partido, o trabalho infantil, das mulheres e como todos os trabalhadores eram expostos aos riscos que aquele lugar permitia, sem direito algum e vivendo com salários indignos.
A pressão que teve contra os revolucionários durante a greve, prendendo os lideres e principalmente quando contrataram trabalhadores de fora, forçando o fim da greve, e as vontades que se dividiam entre viver com aquele pouco e não passar fome ou não abandonar a causa.
A solução dos grevistas tentando impedir que os seus colegas voltassem ao trabalho quebrando as maquinas, gerando vários conflitos e a imagem do anarquista que pra ele a solução foi sabotar as minas, acabando com tudo e começando do zero. Tudo isso retrata o inicio das lutas do proletariado contra a exploração dos seus patrões e nos mostra como é bom ter esses direitos conquistados que a CLT nos dá.
Ao mesmo tempo em que nos leva aos primórdios da história do trabalho, me fez pensar na realidade atual, acho que é muito válido termos todos os direitos e deveres que a CLT nos permiti, que a luta desses homens e mulheres não foi em vão, porém em questões salariais ainda acho que é muito pouco o salário mínimo R$ 545,00 para viver dignamente, comparado as custas de viver em um país capitalista, onde o que mais pesa é o bolso, onde tudo se paga. Anualmente se tem o reajuste do salário mínimo, porém todo o resto aumenta também, de que adianta esse reajuste?
Acho que é um modo de ir levando o povo que não nota o que realmente acontece, que talvez a pouca informação os faz serem vitimas da ignorância e da comoção, realmente me pergunto por que estes políticos não têm esse salário para viver, afinal quem movimenta a economia do país e trabalha arduamente, não é o povo?!
Ao contrário pagamos os salários exorbitantes aos políticos e vivemos com esse salário merréquinha! Quem sabe a luta dos trabalhadores ainda não tenha chegado totalmente ao fim.
Por Bárbara G. Nunes
Filme: Germinal
O filme Germinal foi produzido em 1993, é baseado em no romance francês Germinal de Émile Édouard Charles Atoine Zola, de 1881. O cenário era pequenas vilas de trabalhadores de minas de carvão, vivendo na extrema miséria, subordinados pela burguesia. Toda família era obrigada a trabalhar nas minas, inclusive as crianças, e os adolescentes. Trabalhavam até 16 horas diárias, com pouco tempo para se alimentar e descansar. Ainda mais, o salário também era uma miséria, recebiam pouco para suprir as necessidades da família. Os proletariados, no entanto, não conseguiam reverter essa situação, pois sempre desejavam aumento no salário pelo trabalho realizado, porém a burguesia não enxergava a realidade destas famílias, ou talvez enxergassem, mas deixavam de lado essa situação. Aos poucos esses proletariados foram tendo muita influência dos Europeus, agindo mais com a realidade do que com a emoção, ou seja, começando aos poucos a revolucionar, procurar seus direitos. No filme então eles começam por quebrar toda estrutura das máquinas das minas, fizeram greve, reclamações para a burguesia. Porém naquela época a burguesia tinha um poder imenso sob a classe operária, então para esta se manifestar contra, era uma luta totalmente perdida, pois jamais iria mudar alguma coisa em relação aos trabalhadores. Situação que repercute até hoje.
Por Joana Pazinatto
Análise do Filme Germinal
O filme Germinal produzido em 1993 foi baseado no romance francês Germinal de Émile Zola, de 1881. O cenário é uma pequena vila de trabalhadores de minas dominada por extrema miséria econômica e muita degradação humana. Na década de 1980 o fechamento de muitas minas de carvão da Inglaterra, principal pólo de sustentação econômica em várias cidades, gerou uma forte crise entre os trabalhadores. Podemos falar também que o filme, assim como nas obras naturalistas a razão prevalecia muito às emoções, a arte de modificar a realidade era vista injustamente pelo poder dominante. Os próprios funcionários da mina sempre questionavam seus direitos perdidos, porque para a classe burguesa isso não valeria de nada. Seus objetivos financeiros estavam acima dos propósitos dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores mineiros foi o marco inicial para aquisição de uma política de igualdade. O que prevalecia na época era a dominância de uma classe sobre a outra. A cidadania ameaçada pelas relações de produção fizera com que um grupo social não mais aceitasse passar necessidades e privações pela falta de igualdade. Aqui percebemos uma característica típica das obras realistas-naturalista: a burguesia dominando sobre o assalariado e vivendo das regalias do trabalho escravo. Os senhores eram proprietários da força de trabalho dos escravos, dos meios de produção as terras, pão, minas, instrumentos de produção e do produto do trabalho. O trabalhador não é obrigado a ficar sempre na mesma terra ou na mesma situação: é livre para não trabalhar, mas na prática precisam trabalhar para não morrer de fome.
Germinal refere-se ao processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século XIX na França em relação à exploração de seus patrões. Vilipendiado, roubado, esgotado, trabalhando em condições totalmente impróprias, inseguro, sujeito a acidentes que podem ceifar-lhe a vida ou decepar-lhe um braço ou uma perna, assim nos é mostrado o proletariado francês nas telas. Inserido na escuridão das minas de carvão, sujo, cumprindo jornadas de 14, 15 ou 16 horas, recebendo salários baixíssimos e tendo que ver sua família toda se encaminhar para o mesmo tipo de trabalho e péssimas condições, pouco resta aos trabalhadores senão a luta contra aqueles que os oprimem. A obra literária é do período que marca o surgimento da Internacional Comunista, por isso há menções a Marx e Engels e também ao anarquismo.
No Liberalismo, é ensinado aos donos das empresas, que por ventura são as pessoas que mais adoram o capitalismo, que o caminho para o sucesso é a empresa tem que ter poder para agir livremente, de preferência sem nenhuma intervenção dos governos. Assim, elas exploram os funcionários como querem, pagam salários baixíssimos e não pagam nenhum direito trabalhista (Férias, Licença Saúde, Licença Maternidade, etc). Assim, os trabalhadores estavam jogados a sua própria sorte, e nesse mar de desgraça, os discursos socialistas e marxistas ganham muita força e começam a cativar os trabalhadores cansados de sofrer nas mãos dos donos das fábricas.
Por Silvio Tadeu Fossatti.
Muito interessante as passagens da vida dos proletariados e a comparação com a vida dos burgueses, que nos faz obviamente tomarmos um partido, o trabalho infantil, das mulheres e como todos os trabalhadores eram expostos aos riscos que aquele lugar permitia, sem direito algum e vivendo com salários indignos.
A pressão que teve contra os revolucionários durante a greve, prendendo os lideres e principalmente quando contrataram trabalhadores de fora, forçando o fim da greve, e as vontades que se dividiam entre viver com aquele pouco e não passar fome ou não abandonar a causa.
A solução dos grevistas tentando impedir que os seus colegas voltassem ao trabalho quebrando as maquinas, gerando vários conflitos e a imagem do anarquista que pra ele a solução foi sabotar as minas, acabando com tudo e começando do zero. Tudo isso retrata o inicio das lutas do proletariado contra a exploração dos seus patrões e nos mostra como é bom ter esses direitos conquistados que a CLT nos dá.
Ao mesmo tempo em que nos leva aos primórdios da história do trabalho, me fez pensar na realidade atual, acho que é muito válido termos todos os direitos e deveres que a CLT nos permiti, que a luta desses homens e mulheres não foi em vão, porém em questões salariais ainda acho que é muito pouco o salário mínimo R$ 545,00 para viver dignamente, comparado as custas de viver em um país capitalista, onde o que mais pesa é o bolso, onde tudo se paga. Anualmente se tem o reajuste do salário mínimo, porém todo o resto aumenta também, de que adianta esse reajuste?
Acho que é um modo de ir levando o povo que não nota o que realmente acontece, que talvez a pouca informação os faz serem vitimas da ignorância e da comoção, realmente me pergunto por que estes políticos não têm esse salário para viver, afinal quem movimenta a economia do país e trabalha arduamente, não é o povo?!
Ao contrário pagamos os salários exorbitantes aos políticos e vivemos com esse salário merréquinha! Quem sabe a luta dos trabalhadores ainda não tenha chegado totalmente ao fim.
Por Bárbara G. Nunes
Filme: Germinal
O filme Germinal foi produzido em 1993, é baseado em no romance francês Germinal de Émile Édouard Charles Atoine Zola, de 1881. O cenário era pequenas vilas de trabalhadores de minas de carvão, vivendo na extrema miséria, subordinados pela burguesia. Toda família era obrigada a trabalhar nas minas, inclusive as crianças, e os adolescentes. Trabalhavam até 16 horas diárias, com pouco tempo para se alimentar e descansar. Ainda mais, o salário também era uma miséria, recebiam pouco para suprir as necessidades da família. Os proletariados, no entanto, não conseguiam reverter essa situação, pois sempre desejavam aumento no salário pelo trabalho realizado, porém a burguesia não enxergava a realidade destas famílias, ou talvez enxergassem, mas deixavam de lado essa situação. Aos poucos esses proletariados foram tendo muita influência dos Europeus, agindo mais com a realidade do que com a emoção, ou seja, começando aos poucos a revolucionar, procurar seus direitos. No filme então eles começam por quebrar toda estrutura das máquinas das minas, fizeram greve, reclamações para a burguesia. Porém naquela época a burguesia tinha um poder imenso sob a classe operária, então para esta se manifestar contra, era uma luta totalmente perdida, pois jamais iria mudar alguma coisa em relação aos trabalhadores. Situação que repercute até hoje.
Por Joana Pazinatto
Análise do Filme Germinal
O filme Germinal produzido em 1993 foi baseado no romance francês Germinal de Émile Zola, de 1881. O cenário é uma pequena vila de trabalhadores de minas dominada por extrema miséria econômica e muita degradação humana. Na década de 1980 o fechamento de muitas minas de carvão da Inglaterra, principal pólo de sustentação econômica em várias cidades, gerou uma forte crise entre os trabalhadores. Podemos falar também que o filme, assim como nas obras naturalistas a razão prevalecia muito às emoções, a arte de modificar a realidade era vista injustamente pelo poder dominante. Os próprios funcionários da mina sempre questionavam seus direitos perdidos, porque para a classe burguesa isso não valeria de nada. Seus objetivos financeiros estavam acima dos propósitos dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores mineiros foi o marco inicial para aquisição de uma política de igualdade. O que prevalecia na época era a dominância de uma classe sobre a outra. A cidadania ameaçada pelas relações de produção fizera com que um grupo social não mais aceitasse passar necessidades e privações pela falta de igualdade. Aqui percebemos uma característica típica das obras realistas-naturalista: a burguesia dominando sobre o assalariado e vivendo das regalias do trabalho escravo. Os senhores eram proprietários da força de trabalho dos escravos, dos meios de produção as terras, pão, minas, instrumentos de produção e do produto do trabalho. O trabalhador não é obrigado a ficar sempre na mesma terra ou na mesma situação: é livre para não trabalhar, mas na prática precisam trabalhar para não morrer de fome.
Germinal refere-se ao processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século XIX na França em relação à exploração de seus patrões. Vilipendiado, roubado, esgotado, trabalhando em condições totalmente impróprias, inseguro, sujeito a acidentes que podem ceifar-lhe a vida ou decepar-lhe um braço ou uma perna, assim nos é mostrado o proletariado francês nas telas. Inserido na escuridão das minas de carvão, sujo, cumprindo jornadas de 14, 15 ou 16 horas, recebendo salários baixíssimos e tendo que ver sua família toda se encaminhar para o mesmo tipo de trabalho e péssimas condições, pouco resta aos trabalhadores senão a luta contra aqueles que os oprimem. A obra literária é do período que marca o surgimento da Internacional Comunista, por isso há menções a Marx e Engels e também ao anarquismo.
No Liberalismo, é ensinado aos donos das empresas, que por ventura são as pessoas que mais adoram o capitalismo, que o caminho para o sucesso é a empresa tem que ter poder para agir livremente, de preferência sem nenhuma intervenção dos governos. Assim, elas exploram os funcionários como querem, pagam salários baixíssimos e não pagam nenhum direito trabalhista (Férias, Licença Saúde, Licença Maternidade, etc). Assim, os trabalhadores estavam jogados a sua própria sorte, e nesse mar de desgraça, os discursos socialistas e marxistas ganham muita força e começam a cativar os trabalhadores cansados de sofrer nas mãos dos donos das fábricas.
Por Silvio Tadeu Fossatti.
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